São Caetano do Sul, no ABC Paulista, ocupa o primeiro lugar no ranking das cidades mais seguras do Brasil, segundo a edição de 2026 do anuário elaborado pela MySide. O levantamento compara municípios pela taxa de violência letal.
Para calcular o indicador, a MySide combina registros do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, com dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo também considera mortes violentas classificadas como de intenção indeterminada.
A análise considera dados de 2025 e inclui municípios com mais de 100 mil habitantes. As cidades do Sul e do Sudeste têm presença expressiva entre as primeiras posições.

Além do ranking nacional, o anuário apresenta comparações entre capitais, faixas populacionais, estados e regiões. A medida se limita à violência letal e não abrange crimes como furtos e roubos nem diferenças de segurança entre bairros.
Como a MySide calcula a segurança e quais são os limites do indicador
Para estimar a violência letal, a MySide aplica correções estatísticas aos registros de mortes violentas classificadas como de intenção indeterminada. O procedimento busca reduzir o risco de subestimar a quantidade de assassinatos considerada no cálculo.
Segundo a empresa, a opção pelos dados do SIM ajuda a diminuir diferenças metodológicas entre balanços divulgados pelas secretarias estaduais de segurança pública. A comparação é feita pela taxa de assassinatos por 100 mil habitantes, permitindo confrontar municípios de portes distintos.
O indicador não abrange furtos, roubos, violência doméstica sem morte, percepção de insegurança ou diferenças entre bairros. A MySide afirma que divulga fontes, critérios e limitações para que os resultados possam ser avaliados por pesquisadores, jornalistas e gestores públicos, entre outros interessados.
As cidades mais bem colocadas no ranking nacional, entre capitais e faixas populacionais
No ranking nacional, São Caetano do Sul (SP) aparece em primeiro lugar, com 1,9 assassinato por 100 mil habitantes. Salto (SP) registra 2,2; Blumenau (SC), 2,4; Jaraguá do Sul (SC), 2,5; Santa Bárbara d’Oeste (SP), 2,7; Pelotas (RS), 2,8; Itatiba (SP), 3,2; Atibaia (SP), 3,6; Cachoeirinha (RS), 3,7; e Jandira (SP), 3,8.
Da 11ª à 20ª posição estão Franca e Valinhos, ambas com 3,9; Santana de Parnaíba, com 4,3; Botucatu, 4,4; Americana, 4,5; São José dos Campos, 4,7; Indaiatuba, 4,9; Conselheiro Lafaiete, 5,1; Lavras e Joinville, ambas com 5,4 assassinatos por 100 mil habitantes. Entre o 21º e o 30º lugar aparecem Barretos (5,7), Brusque, Barueri, Jaú e Gravataí (5,8 cada), Várzea Paulista e Palhoça (5,9), Novo Hamburgo (6,1), Sertãozinho e Jundiaí (6,2).
Entre as capitais, Florianópolis lidera, com taxa de 11,5, seguida por São Paulo (12,3), Brasília (12,4), Goiânia (15,2) e Porto Alegre (15,8). As maiores taxas são as de Maceió (55,8), Recife (53,9), Fortaleza (50,4) e Salvador (48,4). Há uma divergência nos dados do anuário para o Rio de Janeiro: a tabela de capitais informa 25,4, enquanto o recorte de municípios com mais de 1 milhão de habitantes registra 25,7.
Na faixa de 200 mil a 500 mil habitantes, Blumenau (2,4), Jaraguá do Sul (2,5) e Pelotas (2,8) ocupam as primeiras posições. Entre municípios de 500 mil a 1 milhão, lideram São José dos Campos (4,7), Joinville (5,4) e Juiz de Fora (8,0); acima de 1 milhão, Guarulhos registra 6,7, São Paulo 12,3 e Brasília 12,4 assassinatos por 100 mil habitantes.
Como estados e regiões se distribuem nas taxas de violência letal
Das 30 cidades mais bem colocadas, 14 ficam em São Paulo. Santa Catarina tem cinco municípios nessa relação, enquanto o Rio Grande do Sul aparece com quatro e Minas Gerais, com dois.
Na comparação por estados, Santa Catarina tem a menor taxa, de 7,7 assassinatos por 100 mil habitantes. São Paulo registra 10,4 e Rio Grande do Sul, 11,5; entre as taxas mais altas estão as do Amapá (44,7), Ceará (43,7) e Bahia (39,5).
O recorte regional também coloca o Sul na primeira posição, com média de 12,6 assassinatos por 100 mil habitantes. O Sudeste marca 15,6, o Centro-Oeste 18,2 e o Norte 26,7, enquanto o Nordeste apresenta a maior taxa regional, de 34,8.


